Viagem pelas cores

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Neste início de 2.º período, continuamos a privilegiar o apoio escolar dos nossos alunos em isolamento. Esta é uma forma de tentarmos colmatar as ausências às escolas de origem.





Sempre que podem deslocar-se à nossa escola, é aí que, em pequenos grupos, desenvolvem atividades:


Também recomeçámos as nossas sessões com o Pavilhão do Conhecimento.
A Sandra e a Sílvia fizeram connosco uma viagem pelo tingimento.
Extraímos os pigmentos de algumas plantas e minerais, utilizando 3 técnicas: maceração, trituração e decantação.
As tintas que obtivemos assemelhavam-se a aguarelas e, com elas, pintámos uma grande tela. Também experimentámos fazer uma cromatografia com as "tintas ecológicas" que obtivemos.





Os direitos das crianças hospitalizadas

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A evolução da saúde infantil é uma história de sucesso (Machado, Alves e Couceiro, 2011)
Juntamente com a extraordinária queda da taxa de mortalidade infantil de 77,5 em 1960 para 3,6‰ em 2009, a esmagadora maioria dos indicadores de progresso do Plano Nacional de Saúde indicam melhorias significativas e consistentes a nível da população em geral e das crianças em particular.
Além disso, o esforço na humanização dos serviços de saúde tem provocado alterações na forma como é feito o atendimento hospitalar e como são protegidos os direitos dos utentes.
Nesse sentido, deixamos aqui a referência à Carta Europeia dos Direitos das Crianças Hospitalizadas, aprovada em Março de 1986 pelo Parlamento europeu, destacando os tópicos relacionados com o direito à educação durante o período de doença.

  1. Não ser hospitalizada se existir outro meio de tratar a doença. No caso de ser necessário o internamento num centro hospitalar, que o internamento seja o mais curto e o menos traumático possível.
  2. Hospitalização diurna sem que isso implique uma carga económica adicional para os pais/cuidadores.
  3. Estar acompanhada dos pais/cuidadores como elementos activos durante a sua permanência no hospital.
  4. Receber informação, adaptada à sua idade, sobre a doença, as técnicas e tratamentos administrados.
  5. Receber cuidados e tratamentos sempre pelo mesmo pessoal de enfermagem.
  6. Recusar-se a ser objecto de investigação.
  7. Os seus pais/cuidadores serem informados sobre a doença, sem que se ponha em causa a intimidade da criança.
  8. Os seus pais/cuidadores terem direito a dar a sua aprovação para os tratamentos.
  9. Direito a uma recepção adequada e seguimento psicossocial por pessoal especializado.
  10. Não ser submetida a experiências farmacológicas ou terapêuticas sem a autorização dos seus pais/cuidadores.
  11. Estar protegida pela declaração de Helsínquia no que se refere às experiências terapêuticas.
  12. Não receber tratamentos médicos inúteis, nem suportar sofrimentos físicos e morais que possam ser evitados.
  13. Ter direito a contactar com os pais/cuidadores em momentos de tensão.
  14. Ser tratada com respeito.
  15. Receber os cuidados de pessoal qualificado, tanto no plano físico como afectivo.
  16. Estar hospitalizada com outras crianças.
  17. Dispor de locais para os cuidados, brincadeiras e educação, e que cumpram as normas oficiais de segurança.
  18. Poder continuar a sua formação escolar.
  19. Ter acesso a livros, brinquedos e meios audiovisuais.
  20. Poder ter aulas durante a sua hospitalização diurna ou convalescença no domicílio.
  21. Receber os cuidados necessários. Se os pais/cuidadores se opuserem ou recusarem por diferentes motivos, será necessária a intervenção da justiça.
  22. Obter ajuda económica, moral e psicossocial no caso de necessitar de tratamentos no estrangeiro.
  23. Pedir a aplicação da presente Carta no caso de a criança necessitar de hospitalização em países que não façam parte da Comunidade Europeia.

Deixamos também a Carta da Criança Hospitalizada, uma versão simplificada da carta europeia, preparada em Leiden em 1988.

  1. A admissão de uma criança no Hospital só deve ter lugar quando os cuidados necessários à sua doença não possam ser prestados em casa, em consulta externa ou em hospital de dia.
  2. Uma criança hospitalizada tem direito a ter pais ou seus substitutos, junto dela, dia e noite, qualquer que seja a sua idade ou o seu estado.
  3. Os pais devem ser encorajados a ficar junto do seu filho devendo ser-lhes facultadas facilidades materiais sem que isso implique qualquer encargo financeiro ou perda de salário. Os pais devem ser informados sobre as regras e rotinas próprias do serviço para que participem activamente nos cuidados ao seu filho.
  4. As crianças e os pais têm o direito de receber uma informação sobre a doença e os tratamentos, adequada à idade e à compreensão, a fim de poderem participar nas decisões que lhes dizem respeito.
  5. Deve evitar-se qualquer exame ou tratamento que não seja indispensável. As agressões físicas ou emocionais e a dor devem ser reduzidas ao mínimo.
  6. As crianças não devem ser admitidas em serviços de adultos. Devem ficar reunidas por grupos etários para beneficiar, de jogos, recreios e actividades educativas adaptadas à idade, com toda a segurança. As pessoas que as visitam devem ser aceites sem limites de idade.
  7. O Hospital deve oferecer às crianças um ambiente que corresponda às suas necessidades físicas, afectivas e educativas, quer no aspecto do equipamento, quer no do pessoal e da segurança.
  8. A equipa de saúde deve ter a formação adequada para responder às necessidades psicológicas e emocionais das crianças e da família.
  9. A equipa de saúde deve estar organizada de modo a assegurar a continuidade dos cuidados que são prestados a cada criança.
  10. A intimidade de cada criança deve ser respeitada. A criança deve ser tratada com cuidado e compreensão em todas as circunstâncias.

Acessibilidade web

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Computadores com imagem de cadeado no ecrã
Desde o início do ano letivo de 2013/14, uma parte importante do trabalho educativo realizado no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, Hospital de Dona Estefânia, Hospital de Santa Maria e Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil tem sido partilhada semanalmente neste blogue. No sentido de participar na tarefa de tornar acessível a informação disponibilizada, no próximo dia 13 de janeiro, as escolas de hospital vão iniciar formação em acessibilidade web. Esta formação, com o nome Criação de sítios web acessíveis numa escola inclusiva, foi criada com o principal objectivo de promover a acessibilidade das páginas das escolas, de modo a cumprirem padrões de acessibilidade consentâneos com as directrizes do World Wide Web Consortium para que possam ser compreendidas e pesquisáveis por todos os utilizadores, incluindo pessoas com cegueira, baixa visão, surdez, limitações de movimento ou limitações cognitivas.
Um estudo da Universidade Portucalense do início de 2015 defendia que apenas um por cento dos sítios web das escolas portuguesas eram acessíveis. Um estudo sobre o estado da Acessibilidade dos sítios web dos estabelecimentos de Ensino Superior da Unidade Acesso da FCT de há dois anos referia que nenhum dos 336 sítios Web analisados alcança o nível de conformidade máximo das Directrizes de Acessibilibdade web.
Apesar deste quadro não dar conta, de forma completa, da realidade existente ou ser sequer justo para com os esforços de muitos daqueles que trabalham em prol da acessibilidade web, não é difícil vermos aqui um desafio grande que, mais de quinze anos passados desde os primeiros esforços visíveis no sentido da acessibilidade web em Portugal, importa vencer.
Para informação adicional sobre a acção de formação Criação de sítios web acessíveis numa escola inclusiva, leia o artigo Nova formação em acessibilidade web.

Votos de um ano de 2017 acessível.

Escolas de hospital

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A sobrevivência de muitas crianças devido aos avanços da medicina é um feito extraordinário que se repete cada vez com maior frequência. Uma das consequências, infelizmente, é o aumento do número de pessoas com doenças crónicas. Um estudo de 2007 referia que as crianças com doenças crónicas nos Estados Unidos quadruplicaram nas últimas quatro décadas.
Por isso, o repto que representa o elevado absentismo destas crianças e o seu impacto no rendimento escolar, tem que ser respondido com estratégias e recursos que minimizem os efeitos negativos dos internamentos, tratamentos e especificidades de cada doença. Uma investigação publicada no ano passado mostrava que as crianças com doenças crónicas - e particularmente os que tiveram cancro, diabetes ou epilepsia, com um elevado número de faltas, que repetiram um ano ou que tiveram depressão - têm níveis de escolaridade inferiores aos dos colegas sem doença crónica.
A resposta educativa nas escolas de hospital é fundamental mas é cheia de desafios, um dos quais é a diversidade de níveis de ensino, idades e necessidades das crianças e as constantes mudanças na população discente. No entanto, a partilha entre escolas de hospital, a utilização de videoconferência, as parcerias com instituições, museus e escolas, a ligação a grandes projectos e a criação constante de micro-projectos têm contribuído para ambientes de aprendizagem cheios de actividades, estimulantes e preparadores do regresso à escola de origem.
Dito isto, a existência de legislação e recursos específicos facilitariam certamente a resolução de alguns dos problemas que a doença ou o internamento inesperados colocam a todos os intervenientes no processo educativo. É o que pedimos para o sapatinho.

Votos de um feliz ano de 2017!

Encontrar o Norte

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Parados ou em viagem, convém não "perder o Norte".
Isto tem especial importância para quem almeja o Pólo Norte ou a Lapónia, em busca do Pai Natal!
Com a colaboração do Clube de Educação Tecnológica da Escola Básica Integrada da Bobadela, construímos as nossas próprias bússolas.
Com materiais simples, aprendemos a distinguir diferentes tipos de íman e metais magnetizáveis, aprendemos a magnetizar a agulha da nossa bússola e revimos os pontos cardeais.
Agradecemos muito ao Clube a preparação dos materiais e as indicações precisas sobre os procedimentos a levar a cabo para chegar a bom "norte"!








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A nortada não tem destruído o nosso mini latifúndio, como podem comprovar...







As sementes do CMRAlcoitão prosperam! O Ano Novo promete!

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Falando em Ano Novo, e como nos portámos bem este ano, fomos em busca do Pai Natal no Hospital de Santa Maria para nos conceder em desejo o realizar de um sonho que perseguimos há muito...
De lá trouxemos uma rena espacial e especial - o Rudolfo.



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Não só somos mimados como sabemos mimar! Oferecemo-NOS um lanche natalício:





Partilhamos convosco a dádiva musical, cheia de espírito natalício, que a Orquestra do Agrupamento de Escolas Nuno Gonçalves nos trouxe e que vos abrirá o apetite para a quadra.
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A todos desejamos um Feliz Natal! *****************************

Viagens nesta terra

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A equipa do Farol Museu de Santa Marta (Inês Fialho Brandão e Manuela Pereira) ofereceu, durante o mês de novembro, mais duas visitas ao nosso espaço.
A que mais nos marcou foi, sem dúvida, aquela em que pudemos comunicar via Skype com o chefe faroleiro Ramos de Pina do Farol do Cabo da Roca. Com a abordagem da vertente humana dos faróis, ficámos a conhecer os faroleiros e as suas vidas no passado e no presente. Houve um momento que consideramos mágico: quando o sol partiu e o crepúsculo reinava, o farol começou a funcionar com uma luz intermitente e intensa.
Na última semana, visitámos o Farol Museu de Santa Marta onde fomos recebidos pela equipa do museu (Inês Brandão, Manuela Pereira, Lina Lopes e Sónia Sousa), pelos faroleiros Maria Oliveira e Santa Neto e pelo Comandante Coelho Dias da Direção dos Faróis.
As curiosidades que aprendemos foram muitas, como por exemplo, quem inventou os faróis, como é que um farol nunca fica sem luz, o que mais gosta de fazer o chefe faroleiro Ramos de Pina nas suas rotinas diárias, as razões que levaram os faroleiros a escolher uma profissão tão dura e interessante, entre outras.
Aprendemos ainda os nomes e as funções de aparelhos existentes num farol: termómetro, termógrafo, anemómetro e heliógrafo.



















Palavras dos alunos:

Gostei de ver o farol à noite, por estar iluminado. Adorei as gaivotas e estar cá fora a ver o mar. Achei muito fixe ouvir os faroleiros e gostei das fardas deles! Gostava de experimentar uma farda daquelas! 
O caminho cá fora tem uma grande descida e uma cadeira de rodas não consegue parar de descer! Mete medo, mas até foi divertido!
Feliz Natal para os faroleiros e um grande abraço para a Inês e Manuela! 
Que bom seria haver uma claraboia na sala das lentes do Farol Museu para podermos ver a luz do farol acesa, visto não termos acesso ao piso superior!
Encontrámos bastantes barreiras arquitetónicas, mas tivemos a sorte de ter a ajuda de quem nos acompanhava, dos faroleiros e da equipa de acolhimento ao visitante do FMSM. 
Gostei de ver as óticas no Farol Museu e de conhecer alguns faróis que desconhecia. Já tinha visto uma reportagem de um faroleiro cabo-verdiano que vivia com a sua família no farol. Mas não sabia que era igual nos outros países. Desconhecia que era uma carreira profissional ligada à Marinha. 
Tive pena de não poder observar o farol mais perto de mim. Gostava de ter subido para o patamar superior... 
Foi notória a ajuda dos faroleiros e da D. Manuela na subida da rampa! 
Um dia, quando for grande, vou ser faroleiro em São Tomé! É bom ser faroleiro para viver junto do mar e poder ir tomar banho! 
A profissão de faroleiro não é fácil! Estar ali fechado sem contacto com o mundo exterior não é mesmo fácil, embora haja mais flexibilidade nos nossos dias devido ao avanço dos meios de comunicação. Mesmo assim, acho que não é qualquer pessoa que tem perfil para esta profissão. Gostei de aprender para que servem e como funcionam os aparelhos do Farol Museu.
Ainda no enquadramento da atividade O museu vai à escola inserida no Plano Anual de Atividades do projeto TeleAula, o Museu de Arte Arquitetura e Tecnologia (MAAT) disponibilizou uma equipa do Serviço de Apoio ao Visitante para realizar um ateliê junto dos alunos internados. Assim sendo, recebemos a visita de Raquel Eleutério, António Banza e Jorge Batista que nos ensinaram a construir um carro movido a energia solar.
Este carro funciona através da direção de uma luz (que substitui a presença da luz solar) sobre um painel foltovoltaico colocado na parte superior.
No final, fizemos uma corrida de carros superdivertida!

Muito obrigado à equipa do MAAT pela simpatia, disponibilidade e profissionalismo. Nós adorámos!





Estamos, neste momento, a preparar o Natal no Alcoitão: ateliê de postais para enviarmos aos nossos amigos e familiares, decoração do corredor do piso 2 (Pediatria), presépios para oferecer aos vários departamentos.



No próximo mês, mostraremos os trabalhos feitos.
Desejamos a todos um feliz Natal!